Para analisar o desempenho de um método diagnóstico, realizam-se estudos em populações contendo pacientes sadios e doentes. Quatro situações distintas podem acontecer nesse contexto de teste:
1) Paciente TEM a doença e o resultado do teste é POSITIVO.
2) Paciente TEM a doença e o resultado do teste é NEGATIVO.
3) Paciente NÃO TEM a doença e o resultado do teste é POSITIVO.
4) Paciente NÃO TEM a doença e o resultado do teste é NEGATIVO.
Um índice de desempenho para avaliação de um teste diagnóstico é a sensibilidade, definida como a probabilidade de o resultado do teste ser POSITIVO se o paciente estiver com a doença.
O quadro refere-se a um teste diagnóstico para a doença A, aplicado em uma amostra composta por duzentos indivíduos.

BENSEÑOR, I. M.; LOTUFO, P. A. Epidemiologia: abordagem prática.
São Paulo: Sarvier, 2011 (adaptado).
Conforme o quadro do teste proposto, a sensibilidade dele é de
A questão avalia o conceito de sensibilidade de um teste diagnóstico, definida como a probabilidade de o teste dar positivo dado que o paciente está doente.
Da tabela, extraímos os dados:
Doença Presente + Teste Positivo (Verdadeiro Positivo): 95
Doença Presente + Teste Negativo (Falso Negativo): 5
A fórmula da sensibilidade é:
\text{Sensibilidade} = \frac{\text{Verdadeiros Positivos}}{\text{Verdadeiros Positivos} + \text{Falsos Negativos}}
Substituindo os valores:
\text{Sensibilidade} = \frac{95}{95 + 5} = \frac{95}{100} = 0{,}95 = 95\%
Os demais valores da tabela geram outros índices diagnósticos. A especificidade (probabilidade de teste negativo em pacientes sadios) seria \frac{85}{85+15} = 85\%. O valor preditivo positivo (probabilidade de estar doente dado teste positivo) seria \frac{95}{95+15} \approx 86{,}3\%. O valor preditivo negativo seria \frac{85}{85+5} \approx 94{,}4\%. Confundir esses índices entre si é o erro mais comum nesse tipo de questão.
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