No século XIX, o preço mais alto dos terrenos situados no centro das cidades é causa da especialização dos bairros e de sua diferenciação social. Muitas pessoas, que não têm meios de pagar os altos aluguéis dos bairros elegantes, são progressivamente rejeitadas para a periferia, como os subúrbios e os bairros mais afastados.
RÉMOND, R. O século XIX. São Paulo: Cultrix, 1989 (adaptado).
Uma consequência geográfica do processo socioespacial descrito no texto é a
O texto descreve o processo de segregação socioespacial urbana, no qual a valorização do solo nas áreas centrais das cidades expulsa a população de menor renda para a periferia. Esse fenômeno, chamado de periferização, foi intenso no século XIX com a industrialização e o crescimento das cidades europeias.
A consequência geográfica direta desse processo é o aumento do tempo de deslocamento diário da população. Ao ser empurrada para bairros afastados, a população trabalhadora precisa percorrer distâncias cada vez maiores para acessar empregos, comércios e serviços concentrados nas áreas centrais, ampliando o tempo gasto em transporte cotidianamente.
As demais alternativas não se sustentam: os condomínios fechados são uma resposta da classe alta à violência urbana, não uma consequência direta da especulação imobiliária descrita; a decadência do comércio popular central não é mencionada no texto; o cercamento refere-se à privatização de terras comunais na Inglaterra rural, contexto distinto; e a contenção da ocupação periférica contradiz o que o texto descreve — a periferia é exatamente o destino forçado da população excluída do centro.
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