Três décadas — de 1884 a 1914 — separam o século XIX — que terminou com a corrida dos países europeus para a África e com o surgimento dos movimentos de unificação nacional na Europa — do século XX, que começou com a Primeira Guerra Mundial. É o período do Imperialismo, da quietude estagnante na Europa e dos acontecimentos empolgantes na Ásia e na África.
ARENDT, H. As origens do totalitarismo. São Paulo: Cia. das Letras, 2012.
O processo histórico citado contribuiu para a eclosão da Primeira Grande Guerra na medida em que
O conceito avaliado é o Imperialismo e sua relação com a eclosão da Primeira Guerra Mundial. O texto de Hannah Arendt delimita o período entre 1884 e 1914 como a era do imperialismo, marcada pela corrida das potências europeias para dominar territórios na África e na Ásia.
A alternativa correta afirma que esse processo acirrou as disputas territoriais. A competição entre as potências europeias — especialmente Alemanha, França, Inglaterra e Rússia — por colônias e zonas de influência gerou rivalidades crescentes. A partilha da África, consolidada na Conferência de Berlim (1884–1885), não eliminou os conflitos; ao contrário, aprofundou as tensões, pois as potências emergentes, como a Alemanha, sentiam-se prejudicadas na divisão colonial. Essa disputa por territórios e recursos alimentou alianças militares e um clima de desconfiança mútua que tornou o estopim de 1914 numa guerra de escala mundial.
As demais alternativas são incorretas porque o imperialismo não difundiu o socialismo (que se opunha à expansão capitalista), não superou crises econômicas (a exploração colonial era motivada exatamente por elas), não multiplicou conflitos religiosos como fator central, e tampouco conteve sentimentos xenófobos — pelo contrário, o imperialismo os intensificou ao associar superioridade racial e nacional à dominação colonial.
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