Os dois principais rios que alimentavam o Mar de Aral, Amurdarya e Sydarya, mantiveram o nível e o volume do mar por muitos séculos. Entretanto, o projeto de estabelecer e expandir a produção de algodão irrigado aumentou a dependência de várias repúblicas da Ásia Central da irrigação e monocultura. O aumento da demanda resultou no desvio crescente de água para a irrigação, acarretando redução drástica do volume de tributários do Mar de Aral. Foi criado na Ásia Central um novo deserto, com mais de 5 milhões de hectares, como resultado da redução em volume.
TUNDISI, J. G. Água no século XXI: enfrentando a escassez. São Carlos: Rima, 2003.
A intensa interferência humana na região descrita provocou o surgimento de uma área desértica em decorrência da
O conceito avaliado é a salinização do solo, processo que ocorre quando corpos d'água evaporam ou têm seu volume drasticamente reduzido, deixando os sais minerais dissolvidos concentrados no solo exposto.
No caso do Mar de Aral, o desvio crescente das águas dos rios Amurdarya e Sydarya para a irrigação do algodão fez com que o mar encolhesse progressivamente. Com menos água entrando, o nível baixou e o leito exposto ficou impregnado de sal — antes dissolvido na água —, formando um novo deserto salino, incapaz de sustentar vegetação ou agricultura.
Os demais processos não explicam o fenômeno descrito: a erosão envolve remoção de partículas do solo por agentes como vento ou água; a laterização é o empobrecimento químico de solos tropicais úmidos por lixiviação intensa; a compactação resulta do peso mecânico sobre o solo; e a sedimentação é o depósito de partículas transportadas, não a formação de desertos salinos.
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