A Estrada de Ferro Noroeste do Brasil, que começa a ser construída apenas em 1905, foi criada, ao contrário das outras grandes ferrovias paulistas, para ser uma ferrovia de penetração, buscando novas áreas para a agricultura e povoamento. Até 1890, o café era quem ditava o traçado das ferrovias, que eram vistas apenas como auxiliadoras da produção cafeeira.
CARVALHO, D. F. Café, ferrovias e crescimento populacional: o florescimento da região
noroeste paulista. Disponível em: www.historica.arquivoestado.sp.gov.br.
Acesso em: 2 ago. 2012.
Essa nova orientação dada à expansão ferroviária, durante a Primeira República, tinha como objetivo a
O texto descreve uma mudança na lógica de expansão ferroviária no Brasil durante a Primeira República: enquanto as ferrovias anteriores seguiam o traçado determinado pela cafeicultura (ligando regiões produtoras aos portos exportadores), a Estrada de Ferro Noroeste do Brasil foi concebida como uma ferrovia de penetração, voltada para abrir novas frentes agrícolas e promover o povoamento de áreas ainda desocupadas.
A alternativa correta reflete justamente essa lógica: ao avançar sobre territórios sem ocupação consolidada, a ferrovia visava valorizar regiões de baixa densidade demográfica, integrando-as à economia e atraindo colonos para áreas remotas do interior paulista.
As demais alternativas não se sustentam: a articulação de polos exportadores corresponde ao modelo antigo das ferrovias cafeeiras; a criação de infraestrutura industrial não é mencionada nem está associada à expansão para o interior; a integração de pequenas propriedades policultoras não é indicada pelo texto; e o fluxo migratório campo-cidade é o oposto do movimento descrito, que era de expansão para o interior, não de urbanização.
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