Em 1961, o presidente De Gaulle apelou com êxito aos recrutas franceses contra o golpe militar dos seus comandados, porque os soldados podiam ouvi-lo em rádios portáteis. Na década de 1970, os discursos do aiatolá Khomeini, líder exilado da futura Revolução Iraniana, eram gravados em fita magnética e prontamente levados para o Irã, copiados e difundidos.
HOBSBAWM, E. Era dos extremos: o breve século XX (1914-1991).
São Paulo: Cia. das Letras, 1995.
Os exemplos mencionados no texto evidenciam um uso dos meios de comunicação identificado na
O conceito avaliado é o papel dos meios de comunicação como instrumentos de mobilização política. Os dois exemplos do texto ilustram situações em que líderes políticos utilizaram tecnologias de comunicação disponíveis em sua época para difundir suas mensagens e influenciar o comportamento coletivo em momentos de crise política.
No caso de De Gaulle, o rádio portátil permitiu que ele alcançasse diretamente os soldados, convencendo-os a não aderir ao golpe. No caso de Khomeini, as fitas magnéticas funcionaram como um canal de distribuição de discursos políticos em larga escala, mesmo com o líder no exílio. Em ambos os casos, o meio de comunicação foi o veículo para engajar e movimentar grupos em torno de causas políticas, caracterizando a mobilização política.
As demais alternativas não são sustentadas pelos exemplos: não há manipulação no sentido de enganar o povo, nem foco na insubordinação militar em si (o objetivo de De Gaulle era justamente o contrário), nem implantação de autoritarismo ou defesa dos desfavorecidos como tema central dos episódios citados.
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