Um pesquisador percebe que o rótulo de um dos vidros em que guarda um concentrado de enzimas digestivas está ilegível. Ele não sabe qual enzima o vidro contém, mas desconfia de que seja uma protease gástrica, que age no estômago digerindo proteínas. Sabendo que a digestão no estômago é ácida e no intestino é básica, ele monta cinco tubos de ensaio com alimentos diferentes, adiciona o concentrado de enzimas em soluções com pH determinado e aguarda para ver se a enzima age em algum deles.
O tubo de ensaio em que a enzima deve agir para indicar que a hipótese do pesquisador está correta é aquele que contém
Esta questão avalia o conhecimento sobre especificidade enzimática e as condições ideais de atuação das enzimas digestivas.
Uma protease gástrica possui duas características fundamentais: age sobre proteínas (especificidade de substrato) e atua em meio ácido, pois o estômago tem pH baixo (em torno de 2 a 3).
Para confirmar a hipótese do pesquisador, o tubo de ensaio correto deve reunir as duas condições simultaneamente: conter uma fonte de proteína e estar em solução ácida. O pedaço de carne em solução com pH = 5 atende a ambas: carne é rica em proteínas e pH = 5 é ácido, compatível com o ambiente gástrico.
Os demais tubos falham por pelo menos um critério: batata e macarrão são fontes de carboidrato (amido), não de proteína; manteiga é um lipídio. Além disso, as soluções com pH = 9 simulam o ambiente intestinal (básico), inadequado para uma protease gástrica, mesmo quando o substrato seria proteico — como no caso da clara de ovo cozida, que contém albumina mas está no pH errado.
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