Com o objetivo de substituir as sacolas de polietileno, alguns supermercados têm utilizado um novo tipo de plástico ecológico, que apresenta em sua composição amido de milho e uma resina polimérica termoplástica, obtida a partir de uma fonte petroquímica.
ERENO, D. Plásticos de vegetais. Pesquisa Fapesp, n. 179, jan. 2011 (adaptado).
Nesses plásticos, a fragmentação da resina polimérica é facilitada porque os carboidratos presentes
Esta questão avalia o conceito de biodegradação e o papel dos organismos decompositores na fragmentação de materiais orgânicos.
O plástico descrito é composto por duas partes: o amido de milho (um carboidrato de origem vegetal) e uma resina polimérica sintética de origem petroquímica. A resina petroquímica, por si só, não é biodegradável — bactérias e fungos não conseguem metabolizá-la diretamente. No entanto, quando os organismos decompositores digerem o amido de milho misturado à resina, o consumo desse carboidrato cria lacunas e fragiliza a estrutura física do material, facilitando a fragmentação mecânica da resina polimérica em pedaços menores.
Esse é o mecanismo central dos plásticos chamados oxo-biodegradáveis ou plásticos de amido: o componente natural (carboidrato) serve de substrato para os decompositores, que ao consumi-lo desestruturam fisicamente o polímero sintético ao redor.
As demais alternativas estão incorretas porque: a dissolução em água não ocorre para o amido em condições ambientais normais; a simples absorção de água não promove fragmentação; a caramelização é uma reação térmica que não ocorre em condições ambientais; e a decomposição espontânea em contato com água e \text{CO}_2 não é uma propriedade dos carboidratos.
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