Riscar o chão para sair pulando é uma brincadeira que vem dos tempos do Império Romano. A amarelinha original tinha mais de cem metros e era usada como treinamento militar. As crianças romanas, então, fizeram imitações reduzidas do campo utilizado pelos soldados e acrescentaram numeração nos quadrados que deveriam ser pulados. Hoje as amarelinhas variam nos formatos geométricos e na quantidade de casas. As palavras “céu” e “inferno” podem ser escritas no começo e no final do desenho, que é marcado no chão com giz, tinta ou graveto.
Disponível em: www.biblioteca.ajes.edu.br. Acesso em: 20 maio 2015 (adaptado).
Com base em fatos históricos, o texto retrata o processo de adaptação pelo qual passou um tipo de brincadeira. Nesse sentido, conclui-se que as brincadeiras comportam o(a)
O texto narra a transformação histórica da amarelinha: de um treino militar romano com mais de cem metros, a brincadeira foi sendo reinterpretada pelas crianças, que reduziram o espaço, acrescentaram numeração e, com o tempo, diversificaram formatos e elementos simbólicos como 'céu' e 'inferno'.
O conceito avaliado é o de adaptação cultural — a capacidade de práticas sociais se transformarem conforme o contexto histórico e cultural em que são inseridas. A alternativa correta afirma exatamente isso: as brincadeiras comportam a possibilidade de reinvenção no contexto em que são realizadas, o que é amplamente demonstrado pelo percurso descrito no texto.
As demais alternativas se contradizem com o texto. A origem militar não tinha caráter competitivo entre grupos. As regras não se perpetuaram — elas se transformaram. Número de grupos não é mencionado. O aperfeiçoamento físico era objetivo apenas da versão original romana, sendo abandonado na adaptação infantil.
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