O Projeto Nova Cartografia Social da Amazônia ensina indígenas, quilombolas e outros grupos tradicionais a empregar o GPS e técnicas modernas de georreferenciamento para produzir mapas artesanais, mas bastante precisos, de suas próprias terras.
LOPES, R. J. O novo mapa da floresta. Folha de S. Paulo, 7 maio 2011 (adaptado).
A existência de um projeto como o apresentado no texto indica a importância da cartografia como elemento promotor da
A questão avalia a compreensão do papel social da cartografia como instrumento de afirmação territorial e cultural de grupos tradicionais.
O Projeto Nova Cartografia Social da Amazônia capacita povos indígenas, quilombolas e outras comunidades tradicionais a mapearem seus próprios territórios. Ao produzir seus próprios mapas, esses grupos registram e legitimam sua ocupação ancestral, seus modos de vida e sua relação com o espaço, o que fortalece suas identidades coletivas. A cartografia, nesse contexto, deixa de ser uma ferramenta do Estado ou de agentes externos e passa a ser um instrumento de empoderamento dessas comunidades.
As demais alternativas contradizem o propósito do projeto: a expansão agrícola e os projetos agroindustriais geralmente ameaçam os territórios dessas populações; a remoção de populações nativas é o oposto do que o projeto visa; e a superação da pobreza, embora possa ser uma consequência indireta, não é o elemento central destacado pelo texto.
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