Apesar de seu disfarce de iniciativa e otimismo, o homem moderno está esmagado por um profundo sentimento de impotência que o faz olhar fixamente e, como que paralisado, para as catástrofes que se avizinham. Por isso, desde já, saliente-se a necessidade de uma permanente atitude crítica, o único modo pelo qual o homem realizará sua vocação natural de integrar-se, superando a atitude do simples ajustamento ou acomodação, apreendendo temas e tarefas de sua época.
FREIRE, P. Educação como prática da liberdade. Rio de Janeiro: Paz e Terra, 2011.
Paulo Freire defende que a superação das dificuldades e a apreensão da realidade atual será obtida pelo(a)
O texto de Paulo Freire trata do conceito de consciência crítica, central em sua obra. O autor argumenta que o homem moderno, embora aparente iniciativa e otimismo, sente-se profundamente impotente diante das transformações do mundo — e a saída para essa paralisia não é a simples acomodação à realidade, mas sim a adoção de uma permanente atitude crítica.
Freire defende que apenas por meio do pensamento autônomo e crítico o ser humano consegue integrar-se ao mundo, compreendendo e transformando os temas e tarefas de sua época. Essa é a essência da educação como prática da liberdade: não adaptar o indivíduo ao sistema, mas capacitá-lo a refletir e agir sobre ele.
As demais alternativas remetem a aspectos materiais ou convencionais — qualificação profissional, valores tradicionais, desejos pessoais e renda — que não correspondem ao argumento filosófico-pedagógico apresentado no trecho. Freire não propõe uma solução econômica ou conservadora, mas uma transformação da consciência do sujeito.
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