Tanto potencial poderia ter ficado pelo caminho, se não fosse o reforço em tecnologia que um gaúcho buscou. Há pouco mais de oito anos, ele usava o bico da botina para cavoucar a terra e descobrir o nível de umidade do solo, na tentativa de saber o momento ideal para acionar os pivôs de irrigação. Até que conheceu uma estação meteorológica que, instalada na propriedade, ajuda a determinar a quantidade de água de que a planta necessita. Assim, quando inicia um plantio, o agricultor já entra no site do sistema e cadastra a área, o pivô, a cultura, o sistema de plantio, o espaçamento entre linhas e o número de plantas, para então receber recomendações diretamente dos técnicos da universidade.
CAETANO, M. O valor de cada gota. Globo Rural, n. 312, out. 2011.
A implementação das tecnologias mencionadas no texto garante o avanço do processo de
O texto descreve a substituição de um método rudimentar — usar a botina para sentir a umidade do solo — por tecnologias digitais: uma estação meteorológica e um sistema online que integra dados da lavoura e recomendações técnicas de especialistas universitários.
O conceito central avaliado é o uso da tecnologia no monitoramento da produção agrícola. As ferramentas descritas permitem ao agricultor acompanhar continuamente as condições do solo e da cultura (umidade, necessidade hídrica, espaçamento, tipo de plantio) e tomar decisões baseadas em dados — caracterizando um processo de monitoramento constante e preciso da atividade produtiva.
As demais alternativas não são sustentadas pelo texto: a valorização do preço da terra não é mencionada; a tecnologia auxilia na leitura dos fatores climáticos, mas não os corrige; a divisão de tarefas na propriedade não é abordada; e a fertilidade do solo é um aspecto distinto da irrigação, que é o foco do texto.
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