
SCHWARCZ, L. M. As barbas do imperador. D. Pedro II, um monarca nos trópicos. São Paulo: Cia. Das Letras, 1998 (adaptado).
Essas imagens de D. Pedro II foram feitas no início dos anos de 1850, pouco mais de uma década após o Golpe da Maioridade. Considerando o contexto histórico em que foram produzidas e os elementos simbólicos destacados, essas imagens representavam um
A questão avalia a capacidade de análise de fontes iconográficas como documentos históricos, relacionando-as ao contexto político do Segundo Reinado brasileiro.
As duas imagens retratam D. Pedro II no início da década de 1850, cerca de dez anos após o Golpe da Maioridade (1840), quando ele foi declarado apto a governar com apenas 14 anos. Naquele episódio, havia dúvidas sobre a capacidade de um adolescente conduzir o Império. Por isso, essas representações visuais tinham um propósito político claro: construir uma imagem de legitimidade e maturidade.
Os elementos simbólicos reforçam essa mensagem: a barba — signo de virilidade e maturidade masculina na época —, o uniforme formal com condecorações imperiais, a postura serena e digna, e a presença de documentos ao lado do imperador (referência ao governo segundo a lei e a constituição). Tudo isso comunicava ao público que D. Pedro II era, naquele momento, um soberano adulto, capaz e comprometido com a ordem constitucional.
As demais alternativas contradizem os elementos visuais e o contexto: não há símbolos de guerra ou vitórias militares que justifiquem a ideia de líder guerreiro; não há referências religiosas ou papais; e o caráter constitucional do Império brasileiro afasta a leitura absolutista. A alternativa que sugere imaturidade é o oposto exato do que as imagens buscavam transmitir.
Todas as questões do ENEM · Simulado ENEM — questões com gabarito e explicação, grátis e sem cadastro.