Um grupo de pesquisadores desenvolveu um método simples, barato e eficaz de remoção de petróleo contaminante na água, que utiliza um plástico produzido a partir do líquido da castanha-de-caju (LCC). A composição química do LCC é muito parecida com a do petróleo e suas moléculas, por suas características, interagem formando agregados com o petróleo. Para retirar os agregados da água, os pesquisadores misturam ao LCC nanopartículas magnéticas.
KIFFER, D. Novo método para remoção de petróleo usa óleo de mamona e castanha-de-caju. Disponível em: www.faperj.br. Acesso em: 31 jul. 2012 (adaptado).
Essa técnica considera dois processos de separação de misturas, sendo eles, respectivamente,
Esta questão avalia o conhecimento sobre separação de misturas, especificamente a identificação dos processos utilizados em cada etapa do método descrito.
No primeiro processo, as moléculas do líquido da castanha-de-caju (LCC) interagem com o petróleo e formam agregados — isso caracteriza a floculação, que é o processo de aglomeração de partículas dispersas em um líquido, formando flocos maiores que podem ser removidos com mais facilidade.
No segundo processo, são adicionadas nanopartículas magnéticas ao sistema. Essas partículas se associam aos agregados formados, permitindo que todo o conjunto (LCC + petróleo + nanopartículas) seja atraído e removido da água com o uso de um ímã. Esse processo é a separação magnética, aplicável sempre que um dos componentes da mistura responde a campos magnéticos.
As demais alternativas descrevem processos que não correspondem ao que foi narrado no texto: flotação e decantação dependem de diferença de densidade sem formação de agregados por interação química; destilação fracionada envolve diferença de pontos de ebulição; peneiração separa por tamanho de partícula; e centrifugação usa força centrífuga — nenhum desses está presente na técnica descrita.
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