A química verde permite o desenvolvimento tecnológico com danos reduzidos ao meio ambiente, e encontrar rotas limpas tem sido um grande desafio. Considere duas rotas diferentes utilizadas para a obtenção de ácido adípico, um insumo muito importante para a indústria têxtil e de plastificantes.

Que fator contribui positivamente para que a segunda rota de síntese seja verde em comparação à primeira?
A questão avalia o conceito de Química Verde e seus princípios, com foco na análise comparativa de rotas sintéticas para a obtenção do ácido adípico.
Observando as duas rotas na imagem:
A rota tradicional envolve múltiplas etapas: primeiro a oxidação do ciclohexano com cobalto a 180 °C, depois o tratamento com \text{Cr(III)} e lavagem cáustica para obter ciclohexanona e ciclohexanol, e por fim a oxidação com \text{HNO}_3 a 60% na presença de \text{V}^{5+} e \text{Cu} a 120 °C, gerando como subprodutos \text{CO}_2 e \text{N}_2\text{O} (gases de efeito estufa).
A rota verde converte o ciclohexeno diretamente em ácido adípico em uma única etapa, usando \text{Na}_2\text{WO}_4 e \text{H}_2\text{O}_2 a 75–90 °C, produzindo apenas água como subproduto.
O fator que torna a segunda rota mais verde é justamente a síntese em etapa única: menos etapas significam menos resíduos gerados, menor consumo de energia, menos reagentes tóxicos intermediários e menor risco de impacto ambiental — princípios centrais da Química Verde.
As demais alternativas são incorretas: a rota verde utiliza sim um agente oxidante (\text{H}_2\text{O}_2); ela contém elemento metálico (tungstênio, W, no \text{Na}_2\text{WO}_4); não há informação sobre pureza superior do produto nem sobre gasto de energia nulo na separação.
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