TEXTO I
Mais de 50 mil refugiados entraram no território húngaro apenas no primeiro semestre de 2015. Budapeste lançou os “trabalhos preparatórios” para a construção de um muro de quatro metros de altura e 175 km ao longo de sua fronteira com a Sérvia, informou o ministro húngaro das Relações Exteriores. “Uma resposta comum da União Europeia a este desafio da imigração é muito demorada, e a Hungria não pode esperar. Temos que agir”, justificou o ministro.
Disponível em: www.portugues.rfi.fr. Acesso em: 19 jun. 2015 (adaptado).
TEXTO II
O Alto Comissariado das Nações Unidas para Refugiados (ACNUR) critica as manifestações de xenofobia adotadas pelo governo da Hungria. O país foi invadido por cartazes nos quais o chefe do executivo insta os imigrantes a respeitarem as leis e a não “roubarem” os empregos dos húngaros. Para o ACNUR, a medida é surpreendente, pois a xenofobia costuma ser instigada por pequenos grupos radicais e não pelo próprio governo do país.
Disponível em: http://pt.euronews.com. Acesso em: 19 jun. 2015 (adaptado).
O posicionamento governamental citado nos textos é criticado pelo ACNUR por ser considerado um caminho para o(a)
Essa questão avalia a compreensão de conceitos relacionados a direitos humanos, especificamente à xenofobia e à discriminação contra imigrantes e refugiados.
Os textos apresentam dois posicionamentos em conflito: o governo húngaro, que adotou medidas restritivas e promoveu cartazes associando imigrantes ao roubo de empregos; e o ACNUR, que critica essas ações por considerá-las manifestações de xenofobia institucionalizadas.
O ponto central da crítica do ACNUR está no fato de que, quando o próprio governo de um país promove discursos e práticas que estigmatizam grupos de pessoas com base em sua origem, ele legitima e fortalece práticas de discriminação. O organismo destaca que a xenofobia normalmente é instigada por grupos radicais marginais — mas quando parte do Estado, torna-se ainda mais grave por influenciar toda a sociedade.
As demais alternativas estão incorretas porque os textos não tratam de mudança de regime político, de soberania nacional sendo enfraquecida, de expansão territorial ou de restrição à liberdade de expressão. O foco dos textos é exclusivamente o preconceito e a intolerância dirigidos aos imigrantes e refugiados.
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