Ser moderno é encontrar-se em um ambiente que promete aventura, poder, alegria, crescimento, autotransformação e transformação das coisas em redor — mas ao mesmo tempo ameaça destruir tudo o que temos, tudo o que sabemos, tudo o que somos. A experiência ambiental da modernidade anula todas as fronteiras geográficas e raciais, de classe e nacionalidade: nesse sentido, pode-se dizer que a modernidade une a espécie humana. Porém, é uma unidade paradoxal, uma unidade de desunidade.
BERMAN, M. Tudo que é sólido desmancha no ar: a aventura da modernidade.
São Paulo: Cia. das Letras, 1986 (adaptado).
O texto apresenta uma interpretação da modernidade que a caracteriza como um(a)
O texto, de Marshall Berman, descreve a modernidade como uma experiência marcada por forças opostas e simultâneas: de um lado, promessas de avanço, transformação e crescimento; de outro, a ameaça de destruição daquilo que já existe. O ponto central está na expressão "unidade de desunidade" — a modernidade aproxima os seres humanos ao mesmo tempo em que os divide, revelando um movimento profundamente contraditório.
Por isso, a alternativa que melhor sintetiza essa interpretação é a que define a modernidade como uma dinâmica social contraditória: o texto não apresenta a modernidade como algo estável, harmonioso ou homogêneo, mas como um processo tenso, dual e paradoxal.
As demais alternativas contradizem o texto: a ideia de interação harmônica ignora a desunidade; fenômeno econômico estável reduz e distorce o conceito; sistema decadente não captura a ambivalência positiva/negativa; e processo homogeneizador é explicitamente negado pelo texto, que afirma que a unidade gerada é paradoxal.
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