Em sua formulação, o spray de pimenta contém porcentagens variadas de oleorresina de Capsicum, cujo princípio ativo é a capsaicina, e um solvente (um álcool como etanol ou isopropanol). Em contato com os olhos, pele ou vias respiratórias, a capsaicina causa um efeito inflamatório que gera uma sensação de dor e ardor, levando à cegueira temporária. O processo é desencadeado pela liberação de neuropeptídios das terminações nervosas.
Como funciona o gás de pimenta. Disponível em: http://pessoas.hsw.uol.com.br.
Acesso em: 1 mar. 2012 (adaptado).
Quando uma pessoa é atingida com o <em>spray</em> de pimenta nos olhos ou na pele, a lavagem da região atingida com água é ineficaz porque a
A questão avalia o conceito de solubilidade e a relação entre a polaridade das moléculas e sua capacidade de se dissolverem em determinados solventes.
A capsaicina é uma molécula apolar (lipofílica), com uma longa cadeia carbônica hidrofóbica em sua estrutura. O princípio químico fundamental é o "semelhante dissolve semelhante": substâncias apolares se dissolvem bem em solventes apolares, mas têm baixíssima solubilidade em água, que é um solvente polar. Portanto, ao lavar a região atingida com água, a capsaicina não se dissolve e não é efetivamente removida da pele ou dos olhos — ela permanece aderida à região, mantendo o efeito inflamatório. A solução mais eficaz seria usar sabão (que possui caráter anfipático, com porções polares e apolares) ou um solvente oleoso.
As demais alternativas são incorretas: a mistura de etanol com água é um processo levemente exotérmico, mas isso não explica a ineficácia da lavagem; a permeabilidade da água na pele não é o fator determinante para a remoção do princípio ativo; a ideia de que a água espalharia o óleo não é o motivo principal da ineficácia; e a evaporação rápida da água por causa do ardor não tem base física relevante para este contexto.
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