Portadores de diabetes insipidus reclamam da confusão feita pelos profissionais da saúde quanto aos dois tipos de diabetes: mellitus e insipidus. Enquanto o primeiro tipo está associado aos níveis ou à ação da insulina, o segundo não está ligado à deficiência desse hormônio. O diabetes insipidus é caracterizado por um distúrbio na produção ou no funcionamento do hormônio antidiurético (na sigla em inglês, ADH), secretado pela neuro-hipófise para controlar a reabsorção de água pelos túbulos renais.
Tendo em vista o papel funcional do ADH, qual é um sintoma clássico de um paciente acometido por diabetes <em>insipidus</em>?
Esta questão avalia o conhecimento sobre a função do hormônio antidiurético (ADH) e as consequências de sua ausência ou mau funcionamento.
O ADH, produzido pelo hipotálamo e secretado pela neuro-hipófise, age nos túbulos renais promovendo a reabsorção de água de volta para a corrente sanguínea. Quando o organismo está bem hidratado, libera menos ADH; quando está desidratado, libera mais, retendo água pela redução da produção de urina.
No diabetes insipidus, a deficiência ou o mau funcionamento do ADH impede essa reabsorção. Como consequência, os rins eliminam grandes volumes de urina muito diluída (poliúria), levando à perda excessiva de água. O resultado direto é a desidratação acompanhada de sede intensa (polidipsia), sintomas clássicos dessa condição.
As demais alternativas não se relacionam com a função do ADH: a hiperglicemia é característica do diabetes mellitus; hipertensão, ganho de massa e anemia não decorrem da deficiência desse hormônio.
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