A magnetohipertermia é um procedimento terapêutico que se baseia na elevação da temperatura das células de uma região específica do corpo que estejam afetadas por um tumor. Nesse tipo de tratamento, nanopartículas magnéticas são fagocitadas pelas células tumorais, e um campo magnético alternado externo é utilizado para promover a agitação das nanopartículas e consequente aquecimento da célula.
A elevação de temperatura descrita ocorre porque
Essa questão avalia o conceito de conversão de energia mecânica em energia térmica no contexto da magnetohipertermia.
O campo magnético alternado — ou seja, que muda de direção periodicamente — faz com que as nanopartículas magnéticas se reorientem continuamente, girando e oscilando no interior das células tumorais. Esse movimento gera atrito entre as nanopartículas e o meio intracelular, e o atrito converte energia cinética em calor, elevando a temperatura local da célula.
As alternativas incorretas erram ao atribuir o aquecimento a mecanismos que não ocorrem: o campo magnético não fornece calor diretamente às nanopartículas (ele fornece energia mecânica, não térmica); as nanopartículas não são aceleradas em um único sentido — o campo alternado inverte a direção constantemente, impedindo deslocamento linear; e a simples interação magnética entre nanopartículas e células, sem o mecanismo de rotação/atrito, não seria suficiente para explicar o aquecimento observado.
Em resumo: campo magnético alternado → rotação das nanopartículas → atrito com o meio celular → calor.
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