Até que ponto replicar conteúdo é crime? “A internet e a pirataria são inseparáveis”, diz o diretor do instituto de pesquisas americano Social Science Research Council. “Há uma infraestrutura pequena para controlar quem é o dono dos arquivos que circulam na rede. Isso acabou com o controle sobre a propriedade e tem sido descrito como pirataria, mas é inerente à tecnologia”, afirma o diretor. O ato de distribuir cópias de um trabalho sem a autorização dos seus produtores pode, sim, ser considerado crime, mas nem sempre essa distribuição gratuita lesa os donos dos direitos autorais. Pelo contrário. Veja o caso do livro O alquimista, do escritor Paulo Coelho. Após publicar, para download gratuito, uma versão traduzida da obra em seu blog, Coelho viu as vendas do livro em papel explodirem.
BARRETO, J.; MORAES, M. A internet existe sem pirataria?
Veja, n. 2 308, 13 fev. 2013 (adaptado).
De acordo com o texto, o impacto causado pela internet propicia a
O texto discute como a internet transformou a relação entre distribuição de conteúdo e propriedade intelectual. O diretor do instituto de pesquisas afirma que a própria tecnologia eliminou o controle sobre a propriedade dos arquivos, tornando a pirataria algo inerente à rede — e não apenas um ato criminoso isolado.
O exemplo do livro O Alquimista, de Paulo Coelho, reforça essa ideia: a distribuição gratuita, em vez de prejudicar o autor, fez as vendas da obra impressa explodirem. Isso demonstra que o impacto da internet vai além de simplesmente facilitar cópias ilegais — ele nos obriga a repensar o que significa ser dono de uma obra no ambiente digital.
A alternativa correta indica que a internet provoca uma reavaliação do conceito de propriedade intelectual, pois coloca em xeque a ideia tradicional de que qualquer reprodução sem autorização causa prejuízo e deve ser tratada como crime.
As demais alternativas não são sustentadas pelo texto: não há menção à banalização da pirataria como fenômeno aceito, nem à criação de leis ou medidas em favor de editores, e a ampliação do acesso a obras é apenas um efeito secundário mencionado no exemplo, não a ideia central defendida.
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