PROPAGANDA — O exame dos textos e mensagens de Propaganda revela que ela apresenta posições parciais, que refletem apenas o pensamento de uma minoria, como se exprimissem, em vez disso, a convicção de uma população; trata-se, no fundo, de convencer o ouvinte ou o leitor de que, em termos de opinião, está fora do caminho certo, e de induzi-lo a aderir às teses que lhes são apresentadas, por um mecanismo bem conhecido da psicologia social, o do conformismo induzido por pressões do grupo sobre o indivíduo isolado.
BOBBIO, N.; MATTEUCCI, N.; PASQUINO, G. Dicionário de política.
Brasília: UnB, 1998 (adaptado).
De acordo com o texto, as estratégias argumentativas e o uso da linguagem na produção da propaganda favorecem a
O texto, extraído do Dicionário de Política de Bobbio, Matteucci e Pasquino, aborda as estratégias discursivas da propaganda como mecanismo de manipulação ideológica. O conceito central avaliado é o uso da linguagem persuasiva para mascarar interesses de grupos específicos.
O trecho afirma que a propaganda apresenta "posições parciais, que refletem apenas o pensamento de uma minoria, como se exprimissem a convicção de uma população". Isso significa que ideias e posições de grupos restritos são apresentadas como se fossem o consenso geral, induzindo o indivíduo ao conformismo. Portanto, a alternativa correta é a que identifica a imposição das ideias e posições de grupos específicos — exatamente o que o texto descreve.
As demais alternativas contradizem o texto: a ideia de reflexão ou decisão consciente é o oposto do conformismo induzido descrito; a propaganda não difunde o pensamento das grandes massas, mas sim o de uma minoria que se apresenta como maioria; e o texto não menciona identificação dos interesses do anunciante — pelo contrário, a propaganda os oculta ao simular representar a coletividade.
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