Após a Declaração Universal dos Direitos Humanos pela ONU, em 1948, a Unesco publicou estudos de cientistas de todo o mundo que desqualificaram as doutrinas racistas e demonstraram a unidade do gênero humano. Desde então, a maioria dos próprios cientistas europeus passou a reconhecer o caráter discriminatório da pretensa superioridade racial do homem branco e a condenar as aberrações cometidas em seu nome.
SILVEIRA, R. Os selvagens e a massa: papel do racismo científico na montagem da
hegemonia ocidental. Afro-Ásia, n. 23, 1999 (adaptado).
A posição assumida pela Unesco, a partir de 1948, foi motivada por acontecimentos então recentes, dentre os quais se destacava o(a)
Esta questão avalia o conhecimento sobre o contexto histórico que motivou a Declaração Universal dos Direitos Humanos (1948) e as iniciativas da UNESCO contra o racismo científico.
A resposta correta aponta para o genocídio nazista, especialmente o extermínio sistemático de judeus e eslavos em guetos e campos de concentração durante a Segunda Guerra Mundial. O regime nazista utilizou teorias do racismo científico — a suposta superioridade da "raça ariana" — para justificar o Holocausto, que resultou na morte de aproximadamente 6 milhões de judeus e milhões de outras pessoas consideradas "inferiores". Esse horror concreto, fundamentado em pseudociência racial, foi o principal catalisador para que a comunidade internacional e a UNESCO atuassem para deslegitimar essas doutrinas.
As demais alternativas, embora relacionadas ao mesmo período histórico, não guardam relação direta com a motivação antirracista da UNESCO: o ataque a Pearl Harbor foi um conflito bélico entre nações; a Guerra Fria era uma disputa ideológica entre potências; as mortes de soldados em combate, apesar de trágicas, não estavam ligadas à perseguição racial sistemática; e as bombas atômicas dizem respeito ao poder nuclear, não ao racismo científico.
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