Questão 48 — ENEM 2017 (Humanas)

A moralidade, Bentham exortava, não é uma questão de agradar a Deus, muito menos de fidelidade a regras abstratas. A moralidade é a tentativa de criar a maior quantidade de felicidade possível neste mundo. Ao decidir o que fazer, deveríamos, portanto, perguntar qual curso de conduta promoveria a maior quantidade de felicidade para todos aqueles que serão afetados.

RACHELS, J. Os elementos da filosofia moral. Barueri-SP: Manole, 2006.

Os parâmetros da ação indicados no texto estão em conformidade com uma

Resolução

O texto apresenta os fundamentos da ética utilitarista de Jeremy Bentham, segundo a qual a moralidade deve ser avaliada com base nas consequências práticas das ações — especificamente, na quantidade de felicidade gerada para o maior número de pessoas possível.

A alternativa correta aponta para uma racionalidade de caráter pragmático, pois o utilitarismo propõe um critério racional e instrumental para julgar as ações: em vez de seguir regras abstratas ou mandamentos divinos, o agente deve calcular qual conduta produzirá o maior bem prático. Essa orientação é pragmática porque o valor moral de uma ação depende exclusivamente de seus efeitos concretos no mundo.

A fundamentação positivista científica trata do método de produção do conhecimento, não de critérios morais de ação. A ideia de convenção social normativa pressupõe regras acordadas coletivamente, o que difere da maximização da felicidade proposta por Bentham. A transgressão religiosa é diretamente rejeitada no texto, que afasta Deus como parâmetro moral. Por fim, a inclinação passional contraria a proposta racional e calculista do utilitarismo.

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