O desgaste acelerado sempre existirá se o agricultor não tiver o devido cuidado de combater as causas, relacionadas a vários processos, tais como: empobrecimento químico e lixiviação provocados pelo esgotamento causado pelas colheitas e pela lavagem vertical de nutrientes da água que se infiltra no solo, bem como pela retirada de elementos nutritivos com as colheitas. Os nutrientes retirados, quando não repostos, são comumente substituídos por elementos tóxicos, como, por exemplo, o alumínio.
LEPSCH, I. Formação e conservação dos solos.
São Paulo: Oficina de Textos, 2002 (adaptado).
A dinâmica ambiental exemplificada no texto gera a seguinte consequência para o solo agricultável:
O texto descreve o processo de lixiviação e esgotamento químico do solo agrícola: a água que se infiltra arrasta nutrientes essenciais (como cálcio, magnésio e potássio) para camadas mais profundas, tornando-os inacessíveis às plantas. Quando esses nutrientes básicos não são repostos, o solo passa a ser ocupado por íons de alumínio (Al³⁺) e hidrogênio (H⁺), que são elementos ácidos. Esse é o mecanismo central da acidificação do solo: a perda de cátions básicos e a acumulação de alumínio reduzem o pH, tornando o solo mais ácido e prejudicando a produtividade agrícola.
As demais alternativas descrevem processos distintos: a salinização ocorre principalmente em solos irrigados de regiões áridas; as voçorocas são formas avançadas de erosão laminar/pluvial física; a remoção da camada superior refere-se à erosão hídrica ou eólica superficial; e o escoamento superficial intensificado está associado à impermeabilização ou compactação do solo, não ao processo químico descrito.
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