A diversidade de atividades relacionadas ao setor terciário reforça a tendência mais geral de desindustrialização de muitos dos países desenvolvidos sem que estes, contudo, percam o comando da economia. Essa mudança implica nova divisão internacional do trabalho, que não é mais apoiada na clara segmentação setorial das atividades econômicas.
RIO, G. A. P. A espacialidade da economia. In: CASTRO, I. E.; GOMES, P. C. C.; CORRÊA,
R. L. (Org.). Olhares geográficos: modos de ver e viver o espaço. Rio de Janeiro:
Bertrand Brasil, 2012 (adaptado).
Nesse contexto, o fenômeno descrito tem como um de seus resultados a
Esta questão avalia o conceito de desindustrialização e a nova divisão internacional do trabalho. Com a expansão do setor terciário (serviços) nos países desenvolvidos, ocorre uma transferência das etapas industriais para países periféricos, enquanto os países ricos mantêm o controle por meio do domínio tecnológico — pesquisa, inovação, patentes e serviços de alto valor agregado. Assim, mesmo sem produzir fisicamente a maior parte dos bens, as nações desenvolvidas continuam comandando a economia global por deterem o conhecimento e a tecnologia.
As demais alternativas estão incorretas: o setor secundário não satura, mas migra geograficamente; os direitos laborais não são necessariamente ampliados com esse processo; a desindustrialização não gera bipolarização geopolítica; e a primarização das exportações globais descreve o movimento oposto — característico de países em desenvolvimento, não do fenômeno descrito.
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