Uma conversação de tal natureza transforma o ouvinte; o contato de Sócrates paralisa e embaraça; leva a refletir sobre si mesmo, a imprimir à atenção uma direção incomum: os temperamentais, como Alcibíades, sabem que encontrarão junto dele todo o bem de que são capazes, mas fogem porque receiam essa influência poderosa, que os leva a se censurarem. É sobretudo a esses jovens, muitos quase crianças, que ele tenta imprimir sua orientação. BRÉHIER, E. História da filosofia. São Paulo: Mestre Jou, 1977.
O texto evidencia características do modo de vida socrático, que se baseava na
O texto descreve o impacto do método socrático sobre seus interlocutores: a conversa com Sócrates os paralisa, os leva à autorreflexão e os impele a examinar a si mesmos. Isso caracteriza o método dialético — especialmente a maiêutica, processo pelo qual Sócrates conduzia o outro ao autoconhecimento por meio do diálogo e da interrogação sistemática.
A alternativa correta é aquela que fala na sustentação do método dialético, pois é exatamente isso que o texto ilustra: não a transmissão de um saber pronto, mas a transformação do interlocutor pelo diálogo reflexivo.
As demais opções são incompatíveis com a filosofia socrática: a contemplação mítica é característica do pensamento pré-filosófico; a relativização do saber verdadeiro é marca dos sofistas, adversários de Sócrates; a argumentação retórica também é própria dos sofistas, que buscavam persuadir sem compromisso com a verdade; e a investigação dos fundamentos da natureza é traço dos filósofos pré-socráticos.
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