O terremoto de 8,8 na escala Richter que atingiu a costa oeste do Chile, em fevereiro, provocou mudanças significativas no mapa da região. Segundo uma análise preliminar, toda a cidade de Concepción se deslocou pelo menos três metros para o oeste. Buenos Aires moveu-se cerca de 2,5 centímetros para oeste, enquanto Santiago, mais próxima do local do evento, deslocou-se quase 30 centímetros para o oeste-sudoeste. As cidades de Valparaíso, no Chile, e Mendoza, na Argentina, também tiveram suas posições alteradas significativamente (13,4 centímetros e 8,8 centímetros, respectivamente).
Revista InfoGNSS, Curitiba, ano 6, n. 31, 2010.
No texto, destaca-se um tipo de evento geológico frequente em determinadas partes da superfície terrestre. Esses eventos estão concentrados em
A questão avalia o conceito de sismicidade e tectônica de placas, relacionando o terremoto no Chile à distribuição dos eventos sísmicos na superfície terrestre.
Os terremotos não ocorrem de forma aleatória pelo globo. Eles se concentram em estreitas faixas sísmicas que coincidem com os limites entre as placas tectônicas, especialmente em zonas de subducção — onde uma placa mergulha sob a outra. O Chile está localizado exatamente nesse contexto: a Placa de Nazca subduz sob a Placa Sul-Americana, gerando intensa atividade sísmica. Essas regiões também coincidem com os dobramentos modernos, como a Cordilheira dos Andes, formada justamente por essa colisão de placas.
As demais alternativas estão incorretas porque: áreas vulcânicas isoladas não concentram a maioria dos terremotos; o acúmulo de sedimentos no assoalho oceânico não é a causa dos tsunamis (estes resultam de terremotos submarinos); os escudos cristalinos são regiões antigas e estáveis, com baixa sismicidade; e o interior das placas tectônicas (pontos quentes e bacias sedimentares) é justamente onde menos ocorrem terremotos de grande magnitude.
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