
Disponível em: http://img0.cptec.inpe.br. Acesso em: 25 ago. 2014 (adaptado).

Disponível em: http://imagens.climatempo.com.br. Acesso em: 25 ago. 2014 (adaptado).
No dia em que foram colhidos os dados meteorológicos apresentados, qual fator climático foi determinante para explicar os índices de umidade relativa do ar nas regiões Nordeste e Sul?
A questão apresenta dados de temperatura mínima (Figura 1) e umidade relativa do ar (Figura 2) coletados em 28/08/2014. O dado central é que, nesse dia, as regiões Nordeste e Sul apresentaram os maiores índices de umidade relativa do país (90–100%), enquanto regiões como Norte, Centro-Oeste e Sudeste registraram valores bem menores (55–75%).
O fator determinante para explicar esse padrão são as massas de ar, que provocam precipitações. Em agosto (inverno no hemisfério sul), o Sul do Brasil é fortemente influenciado pela Massa Polar Atlântica — fria e úmida —, que avança pelo continente causando chuvas frontais e elevando a umidade. Ao mesmo tempo, o Nordeste pode ser atingido pela Zona de Convergência Intertropical (ZCIT) ou pela Massa Equatorial Atlântica, que também traz alta umidade e precipitações para parte da região. Essa coincidência de altos índices em duas regiões geograficamente distantes e com climas distintos só se explica pela atuação simultânea de diferentes sistemas de massas de ar naquele dia específico.
As demais alternativas não explicam adequadamente o padrão observado: a altitude cria barreiras locais, mas não justifica o comportamento simultâneo nessas duas regiões; a vegetação afeta a evapotranspiração, mas não é o fator climático primário para umidade regional; as correntes marítimas influenciam temperaturas costeiras, mas não geram precipitações generalizadas no interior das regiões; e a continentalidade está associada à amplitude térmica, não à umidade relativa.
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