TEXTO I

ALMEIDA, H. Dentro de mim, 2000. Fotografia p/b. 132 cm x 88 cm.
Faculdade de Belas-Artes da Universidade de Lisboa.
TEXTO II
A body art põe o corpo tão em evidência e o submete a experimentações tão variadas, que sua influência estende-se aos dias de hoje. Se na arte atual as possibilidades de investigação do corpo parecem ilimitadas – pode-se escolher entre representar, apresentar, ou ainda apenas evocar o corpo – isso ocorre graças ao legado dos artistas pioneiros.
SILVA, P. R. Corpo na arte, body art, body modification: fronteiras.
II Encontro de História da Arte: IFCH-Unicamp, 2006 (adaptado).
Nos textos, a concepção de body art está relacionada à intenção de
A questão avalia a compreensão do conceito de body art como linguagem artística contemporânea. Trata-se de uma manifestação artística em que o corpo deixa de ser apenas tema e passa a ser o próprio meio de expressão — o suporte da obra.
No Texto I, a fotografia de Almeida intitulada Dentro de mim mostra pés humanos com um objeto posicionado entre eles, tornando o corpo físico o elemento central e expressivo da composição. No Texto II, Silva afirma que a body art coloca o corpo em evidência e o submete a experimentações variadas, ampliando as possibilidades de representar, apresentar ou evocar o corpo na arte contemporânea.
Ambos os textos convergem para a ideia de que o corpo é utilizado como suporte privilegiado de expressão artística — não apenas como objeto retratado, mas como matéria e instrumento da própria obra. As demais alternativas contradizem essa lógica: a body art não estabelece limites, não prioriza discussões político-ideológicas, nem trata da autonomia ou do contato físico com o espectador como seu traço definidor central.
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