Questão 116 — ENEM 2018 (Natureza)

O sulfeto de mercúrio(II) foi usado como pigmento vermelho para pinturas de quadros e murais. Esse pigmento, conhecido como vermilion, escurece com o passar dos anos, fenômeno cuja origem é alvo de pesquisas. Aventou-se a hipótese de que o vermilion seja decomposto sob a ação da luz, produzindo uma fina camada de mercúrio metálico na superfície. Essa reação seria catalisada por íon cloreto presente na umidade do ar.

WOGAN, T. Mercury's Dark Influence on Art.

Disponível em: www.chemistryworld.com. Acesso em: 26 abr. 2018 (adaptado).

Segundo a hipótese proposta, o íon cloreto atua na decomposição fotoquímica do vermilion

Resolução

O conceito avaliado nesta questão é o de catálise e sua relação com a energia de ativação de reações químicas.

A hipótese descreve o íon cloreto (\\text{Cl}^-) como um catalisador da decomposição fotoquímica do vermilion (\\text{HgS}). Por definição, um catalisador é uma substância que aumenta a velocidade de uma reação química sem ser consumido, e o mecanismo pelo qual ele age é justamente diminuindo a energia de ativação — ou seja, reduzindo a barreira energética que as moléculas precisam superar para que a reação ocorra. Isso permite que a reação \\text{HgS} \\rightarrow \\text{Hg}^0 + \\text{S} aconteça com mais facilidade sob a ação da luz.

As demais alternativas estão incorretas porque: agente oxidante seria uma substância que recebe elétrons e é consumida na reação, o que não caracteriza catálise; deslocar o equilíbrio químico é um efeito associado à alteração de concentração, temperatura ou pressão (princípio de Le Chatelier), não à ação catalítica; precipitar cloreto de mercúrio implicaria que o \\text{Cl}^- reagiria e formaria um produto sólido, o que também não é catálise; e absorver energia luminosa seria o papel do próprio pigmento no processo fotoquímico, não do íon cloreto.

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