Considere, em um fragmento ambiental, uma árvore matriz com frutos (M) e outras cinco que produziram flores e são apenas doadoras de pólen (DP1, DP2, DP3, DP4 e DP5). Foi excluída a capacidade de autopolinização das árvores. Os genótipos da matriz, da semente (S1) e das prováveis fontes de pólen foram obtidos pela análise de dois locos (loco A e loco B) de marcadores de DNA, conforme a figura.

COLLEVATTI, R. G.; TELLES, M. P.; SOARES, T. N. Dispersão do pólen entre pequizeiros: uma atividade para a genética do ensino superior.
Genética na Escola, n. 1, 2013 (adaptado).
A progênie S1 recebeu o pólen de qual doadora?
Esta questão avalia o uso de marcadores moleculares de DNA para identificar a origem do pólen em populações de plantas — uma técnica fundamental na genética da conservação.
O raciocínio parte de um princípio simples: como a autopolinização foi excluída, a semente S1 obrigatoriamente herdou um alelo de cada loco da árvore matriz M (contribuição materna) e um alelo de cada loco de uma doadora de pólen (contribuição paterna). A eletroforese em gel revela quais alelos estão presentes em cada indivíduo.
Analisando o loco B (Gel 2): a matriz M possui os alelos B2 e B3. A semente S1 apresenta o alelo B5, que não está presente em M. Como S1 não pode ter originado esse alelo da mãe, ele necessariamente veio do grão de pólen. Observando os genótipos das doadoras de pólen no loco B, apenas DP5 possui o alelo B5 — o que a identifica de forma exclusiva como a fonte do pólen.
A análise do loco A (Gel 1) é consistente com essa conclusão: os alelos de S1 nesse loco são compatíveis com a combinação dos alelos de M e dos alelos presentes em DP5.
As demais doadoras de pólen são descartadas porque nenhuma delas possui o alelo exclusivo que S1 obrigatoriamente recebeu pela via paterna: sem o alelo B5, DP1, DP2, DP3 e DP4 não podem ser a origem do pólen que gerou S1.
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