Ó Pátria amada,
Idolatrada,
Salve! Salve!
Brasil, de amor eterno seja símbolo
O lábaro que ostentas estrelado,
E diga o verde-louro dessa flâmula
— “Paz no futuro e glória no passado.”
Mas, se ergues da justiça a clava forte,
Verás que um filho teu não foge à luta,
Nem teme, quem te adora, a própria morte.
Terra adorada,
Entre outras mil,
És tu, Brasil,
Ó Pátria amada!
Dos filhos deste solo és mãe gentil,
Pátria amada, Brasil!
Hino Nacional do Brasil. Letra: Joaquim Osório Duque Estrada.
Música: Francisco Manuel da Silva (fragmento).
O uso da norma-padrão na letra do Hino Nacional do Brasil é justificado por tratar-se de um(a)
A questão avalia a compreensão sobre variação linguística e a relação entre gênero textual e o uso da norma-padrão.
O Hino Nacional é um gênero solene de característica protocolar: é entoado em cerimônias oficiais, eventos do Estado e situações de representação formal da nação. Gêneros com essa função social exigem o uso da norma-padrão porque seguem um protocolo institucional — a língua é parte do ritual formal, assim como a vestimenta ou a postura.
As demais opções não justificam adequadamente o uso da norma-padrão. A reverência ao país é um sentimento, não uma razão linguística. A ausência de influência da oralidade não é verdade, pois o hino é cantado. O fato de a língua ser de uma fase mais antiga é apenas uma consequência histórica, não a causa da escolha linguística. E o respeito cultural de um povo não determina o registro linguístico usado em um texto.
Portanto, o que determina o uso da norma-padrão é a solenidade e o caráter protocolar do gênero, que impõe um registro formal à língua.
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