Mais big do que bang
A comunidade científica mundial recebeu, na semana passada, a confirmação oficial de uma descoberta sobre a qual se falava com enorme expectativa há alguns meses. Pesquisadores do Centro de Astrofísica Harvard-Smithsonian revelaram ter obtido a mais forte evidência até agora de que o universo em que vivemos começou mesmo pelo Big Bang, mas este não foi explosão, e sim uma súbita expansão de matéria e energia infinitas concentradas em um ponto microscópico que, sem muitas opções semânticas, os cientistas chamam de “singularidade”. Essa semente cósmica permanecia em estado latente e, sem que exista ainda uma explicação definitiva, começou a inchar rapidamente [...]. No intervalo de um piscar de olhos, por exemplo, seria possível, portanto, que ocorressem mais de 10 trilhões de Big Bangs.
ALLEGRETTI, F. Veja, 26 mar. 2014 (adaptado).
No título proposto para esse texto de divulgação científica, ao dissociar os elementos da expressão Big Bang, a autora revela a intenção de
Esta questão avalia a interpretação textual, especificamente a capacidade de compreender as escolhas linguísticas do autor e sua relação com o conteúdo do texto.
O título Mais big do que bang separa os dois elementos da expressão Big Bang. No texto, a autora explica que o início do universo não foi uma explosão (bang em inglês remete ao som de uma explosão), mas sim uma súbita expansão de matéria e energia (big remete à ideia de grandiosidade/expansão). Ao dizer que houve "mais big do que bang", a autora sintetiza no próprio título a conclusão central do texto: a teoria da expansão supera — ou substitui — a ideia popular de que o Big Bang foi uma explosão.
As demais alternativas são incorretas porque distorcem o conteúdo: o texto não confirma a explosão, mas a nega; não se trata apenas de resumir resultados, nem de destacar uma experiência específica, tampouco de localizar a explosão em um ponto microscópico.
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