Os portos sempre foram respostas ao comércio praticado em grande volume, que se dá via marítima, lacustre e fluvial, e sofreram adaptações, ou modernizações, de acordo com um conjunto de fatores que vão desde a sua localização privilegiada frente a extensas hinterlândias, passando por sua conectividade com modernas redes de transportes que garantam acessibilidade, associados, no atual momento, à tecnologia, que os transformam em pontas de lança de uma economia globalizada que comprime o tempo em nome da produtividade e da competitividade.
ROCHA NETO, J. M.; CRAVIDÃO, F. D. Portos no contexto do meio técnico.
Mercator, n. 2, maio-ago. 2014 (adaptado).
Uma mudança que permitiu aos portos adequarem-se às novas necessidades comerciais apontadas no texto foi a
O texto destaca que os portos se modernizaram para atender às exigências de uma economia globalizada que prioriza a compressão do tempo, a produtividade e a competitividade, utilizando tecnologia e conectividade com redes de transporte.
A alternativa correta aponta a intensificação do uso de contêineres como a mudança que permitiu essa adaptação. A contêinerização padronizou o acondicionamento de cargas, acelerou drasticamente as operações de carga e descarga, reduziu custos de manuseio e facilitou o transporte intermodal (navio-trem-caminhão), tornando o comércio internacional muito mais ágil e eficiente — exatamente o que o texto descreve.
As demais alternativas contradizem a lógica de modernização: a compactação das áreas de estocagem limitaria a capacidade portuária; a burocratização da alfândega tornaria o processo mais lento; a redução da profundidade dos atracadouros impediria a atracação de navios modernos cada vez maiores; e a especialização dos cargueiros, longe de ser superada, foi aprofundada (navios porta-contêineres, graneleiros, petroleiros), não eliminada.
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