O século XVIII é, por diversas razões, um século diferenciado. Razão e experimentação se aliavam no que se acreditava ser o verdadeiro caminho para o estabelecimento do conhecimento científico, por tanto tempo almejado. O fato, a análise e a indução passavam a ser parceiros fundamentais da razão. É ainda no século XVIII que o homem começa a tomar consciência de sua situação na história.
ODALIA, N. In: PINSKY, J.; PINSKY, C. B. História da cidadania.
São Paulo: Contexto, 2003.
No ambiente cultural do Antigo Regime, a discussão filosófica mencionada no texto tinha como uma de suas características a
O texto descreve o movimento iluminista do século XVIII, caracterizado pela valorização da razão, da experimentação e do método indutivo como bases do conhecimento científico. Nesse contexto, o Iluminismo se desenvolveu em tensão direta com o Antigo Regime, no qual a Igreja Católica exercia enorme controle sobre o pensamento, a moral e a organização social.
A alternativa correta aponta exatamente essa contraposição entre o clericalismo — o poder e a influência da Igreja sobre a vida intelectual e política — e a liberdade de pensamento defendida pelos filósofos iluministas, como Voltaire, Diderot e Rousseau. Esses pensadores questionavam dogmas religiosos, a autoridade eclesiástica e a superstição, reivindicando o direito de raciocinar livremente e sem tutela da Igreja.
As demais alternativas são incorretas porque o Iluminismo não buscava aproximação com saberes antigos (ao contrário, rompia com tradições), não conciliava revelação com filosofia platônica (opunha-se à revelação religiosa), não se vinculava à escolástica (método medieval baseado em dogmas que o Iluminismo rejeitava), e tampouco se limitava a separar teologia de fundamentalismo — a crítica iluminista era muito mais ampla, voltada à independência do pensamento humano em relação à autoridade religiosa em geral.
Todas as questões do ENEM · Simulado ENEM — questões com gabarito e explicação, grátis e sem cadastro.