O encontro entre o Velho e o Novo Mundo, que a descoberta de Colombo tornou possível, é de um tipo muito particular: é uma guerra – ou a Conquista –, como se dizia então. E um mistério continua: o resultado do combate. Por que a vitória fulgurante, se os habitantes da América eram tão superiores em número aos adversários e lutaram no próprio solo? Se nos limitarmos à conquista do México – a mais espetacular, já que a civilização mexicana é a mais brilhante do mundo pré-colombiano – como explicar que Cortez, liderando centenas de homens, tenha conseguido tomar o reino de Montezuma, que dispunha de centenas de milhares de guerreiros?
TODOROV, T. A conquista da América.
São Paulo: Martins Fontes, 1991 (adaptado).
No contexto da conquista, conforme análise apresentada no texto, uma estratégia para superar as disparidades levantadas foi
O texto de Todorov apresenta um paradoxo histórico: como os europeus, em número muito inferior, conseguiram conquistar impérios como o asteca, com exércitos muito maiores? O conceito avaliado é a dinâmica da conquista colonial na América.
A alternativa correta aponta para o uso das rivalidades internas entre os povos nativos. Hernán Cortez, por exemplo, aliou-se a povos como os tlaxcaltecas, inimigos dos astecas, formando um exército aliado que foi determinante para vencer o poderoso império de Montezuma. Essa estratégia de dividir para conquistar explica em grande parte a "vitória fulgurante" citada no texto.
As demais alternativas são inadequadas ao contexto: a catequização por missões foi um projeto posterior à conquista militar; o uso de mercenários africanos não corresponde ao processo de conquista inicial; a disseminação de doenças foi um efeito devastador, mas não uma estratégia deliberada planejada; e a compra de terras não é compatível com o contexto da conquista violenta descrita por Todorov.
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