Os países industriais adotaram uma concepção diferente das relações familiares e do lugar da fecundidade na vida familiar e social. A preocupação de garantir uma transmissão integral das vantagens econômicas e sociais adquiridas tem como resultado uma ação voluntária de limitação do número de nascimentos.
GEORGE, P. Panorama do mundo atual.
São Paulo: Difusão Europeia do Livro, 1968 (adaptado).
Em meados do século XX, o fenômeno social descrito contribuiu para o processo europeu de
A questão avalia o conceito de transição demográfica, modelo que descreve a evolução histórica das taxas de natalidade e mortalidade nas sociedades industrializadas.
O texto de Pierre George descreve um comportamento típico dos países desenvolvidos em meados do século XX: a redução voluntária da natalidade motivada pelo desejo de preservar o padrão econômico e social conquistado. Esse comportamento corresponde exatamente à fase final da transição demográfica, quando a queda da mortalidade (já ocorrida anteriormente com o avanço da medicina e saneamento) é acompanhada pela queda deliberada da fecundidade, encerrando o ciclo do modelo.
As demais alternativas contradizem o fenômeno descrito: a limitação de nascimentos provoca o envelhecimento da pirâmide etária, não sua estabilização; reduz o crescimento vegetativo (diferença entre nascimentos e mortes), ao invés de elevá-lo; e tende a diminuir a densidade populacional, afastando a ideia de espaços superpovoados. A contenção de imigrantes não tem relação com a limitação voluntária de nascimentos.
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