A presunção de que a superfície das chapadas e chapadões representa uma velha peneplanície é corroborada pelo fato de que ela é coberta por acumulações superficiais, tais como massas de areia, camadas de cascalhos e seixos e pela ocorrência generalizada de concreções ferruginosas que formam uma crosta laterítica, denominada “canga”.
WEIBEL, L. Disponível em: http://biblioteca.ibge.gov.br.
Acesso em: 8 jul. 2015 (adaptado).
Qual tipo climático favorece o processo de alteração do solo descrito no texto?
O texto descreve a formação de laterita, uma crosta ferruginosa ("canga") resultante do processo de laterização do solo — um tipo de intemperismo químico intenso em que o ferro e o alumínio se concentram na superfície após a lixiviação dos demais minerais.
Esse processo é característico do clima tropical com sazonalidade das chuvas, pois exige uma alternância entre estação chuvosa e estação seca. Na estação úmida, a água percola o solo, dissolve e remove silicatos, deixando os óxidos de ferro e alumínio. Na estação seca, esses compostos se oxidam e endurecem, formando a canga laterítica típica das chapadas e chapadões brasileiros.
O clima equatorial, com pluviosidade constante e abundante, mantém o solo úmido o ano todo, o que impede o endurecimento da crosta — o intemperismo químico é intenso, mas a laterita não se consolida. Já os climas árido, subtropical e temperado não reúnem as condições de calor e umidade alternada necessárias para o processo descrito.
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