No ciclo celular atuam moléculas reguladoras. Dentre elas, a proteína p53 é ativada em resposta a mutações no DNA, evitando a progressão do ciclo até que os danos sejam reparados, ou induzindo a célula à autodestruição.
ALBERTS, B. et al. Fundamentos da biologia celular.
Porto Alegre: Artmed, 2011 (adaptado).
A ausência dessa proteína poderá favorecer a
Esta questão avalia o conceito de proteínas supressoras de tumor e sua função no controle do ciclo celular. A proteína p53 atua como um "guardião do genoma": ao detectar danos no DNA, ela interrompe a progressão do ciclo celular para que o reparo ocorra ou, caso o dano seja irreparável, desencadeia a apoptose (morte celular programada).
Na ausência da p53, as células com DNA danificado perdem esse mecanismo de controle e passam a se dividir sem restrição. Isso resulta em proliferação celular desordenada, que é a base da formação de tumores — especialmente tumores malignos (câncer). Por isso, mutações no gene TP53 (que codifica a p53) são encontradas em grande parte dos cânceres humanos.
As demais alternativas estão incorretas porque: sem p53, o ciclo celular não é acelerado pela redução da síntese de DNA — ao contrário, a síntese continua sem checagem adequada; não há saída imediata do ciclo, pois é exatamente esse freio que é perdido; a apoptose também fica comprometida, já que p53 é uma das principais indutoras desse processo; e a estabilidade genética não é mantida — ela é prejudicada, aumentando o risco de mutações acumuladas.
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