A fluidez da membrana celular é caracterizada pela capacidade de movimento das moléculas componentes dessa estrutura. Os seres vivos mantêm essa propriedade de duas formas: controlando a temperatura e/ou alterando a composição lipídica da membrana. Neste último aspecto, o tamanho e o grau de insaturação das caudas hidrocarbônicas dos fosfolipídios, conforme representados na figura, influenciam significativamente a fluidez. Isso porque quanto maior for a magnitude das interações entre os fosfolipídios, menor será a fluidez da membrana.

Assim, existem bicamadas lipídicas com diferentes composições de fosfolipídios, como as mostradas de I a V.

Qual das bicamadas lipídicas apresentadas possui maior fluidez?
A questão avalia a compreensão sobre os fatores que determinam a fluidez da membrana plasmática a partir da composição lipídica: o comprimento das caudas hidrocarbônicas e o grau de insaturação (presença de duplas ligações, que criam dobras na cadeia).
Quanto mais longas e mais saturadas (retas) forem as caudas dos fosfolipídios, maior é a área de contato entre elas e, portanto, maiores as interações de van der Waals entre moléculas vizinhas — isso torna a bicamada mais rígida e compacta, reduzindo a fluidez. Já caudas mais curtas e com maior grau de insaturação apresentam dobras que impedem o empacotamento justo das moléculas, diminuindo as interações entre elas e aumentando a fluidez da membrana.
A bicamada correta é aquela que combina caudas relativamente curtas com o maior número de insaturações, gerando o empacotamento menos compacto entre os fosfolipídios e, consequentemente, a maior fluidez entre as opções apresentadas.
As demais bicamadas apresentam caudas mais longas e/ou mais saturadas (retas), o que aumenta as interações entre as moléculas vizinhas e resulta em menor fluidez.
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