Na madrugada de 11 de março de 1978, partes de um foguete soviético reentraram na atmosfera acima da cidade do Rio de Janeiro e caíram no Oceano Atlântico. Foi um belo espetáculo, os inúmeros fragmentos entrando em ignição devido ao atrito com a atmosfera brilharam intensamente, enquanto “cortavam o céu”. Mas se a reentrada tivesse acontecido alguns minutos depois, teríamos uma tragédia, pois a queda seria na área urbana do Rio de Janeiro e não no oceano.

LAS CASAS, R. Lixo espacial. Observatório Astronômico Frei Rosário,
ICEx, UFMG. Disponível em: www.observatorio.ufmg.br.
Acesso em: 27 set. 2011 (adaptado).
De acordo com os fatos relatados, a velocidade angular do foguete em relação à Terra no ponto de reentrada era
A questão trata do conceito de velocidade angular em movimentos de rotação, aplicado à comparação entre um satélite artificial e a Terra.
Satélites que orbitam a Terra em órbitas baixas (como fragmentos de foguetes em reentrada) completam uma volta completa em torno do planeta em cerca de 90 minutos, enquanto a Terra leva 24 horas para completar sua própria rotação. Como a velocidade angular é o ângulo percorrido por unidade de tempo, um período muito menor implica uma velocidade angular muito maior. Além disso, pela figura, o satélite se desloca no mesmo sentido da rotação terrestre (de oeste para leste), o que é típico da maioria dos lançamentos orbitais, que aproveitam a rotação do planeta a favor do impulso inicial.
Assim, a velocidade angular do foguete era superior à da Terra e ocorria no mesmo sentido de rotação do planeta.
As alternativas que indicam sentido oposto contrariam a informação da figura, e as que indicam velocidade igual ou inferior ignoram a diferença enorme entre o período orbital do fragmento e o período de rotação da Terra.
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