A eritropoetina (EPO) é um hormônio endógeno secretado pelos rins que influencia a maturação dos eritrócitos. Suas formas recombinantes, sintetizadas em laboratório, têm sido usadas por alguns atletas em esportes de resistência na busca por melhores resultados. No entanto, a administração da EPO recombinante no esporte foi proibida pelo Comitê Olímpico Internacional e seu uso considerado doping.
MARTELLI, A. Eritropoetina: síntese e liberação fisiológica e o uso de
sua forma recombinante no esporte. Perspectivas Online:
biológicas & saúde, v. 10, n. 3, 2013 (adaptado).
Uma influência que esse doping poderá exercer na melhoria da capacidade física desses atletas está relacionada ao transporte de
A questão avalia o conhecimento sobre a função fisiológica da eritropoetina (EPO) e sua relação com o transporte de oxigênio no organismo.
A EPO estimula a produção de eritrócitos (hemácias) na medula óssea. As hemácias contêm hemoglobina, proteína responsável pelo transporte de oxigênio dos pulmões até os tecidos. Ao aumentar artificialmente o número de eritrócitos circulantes, a EPO recombinante eleva a capacidade de transporte de oxigênio para as células musculares, favorecendo a respiração celular aeróbica e, consequentemente, uma maior produção de ATP, a molécula responsável pelo fornecimento de energia para a contração muscular. Isso explica a melhora no desempenho em esportes de resistência.
As demais alternativas associam o efeito da EPO a substâncias ou processos que não são diretamente relacionados à sua ação: a EPO não atua diretamente no transporte de lipídios, na síntese de ATP como transporte, na síntese de proteínas musculares ou no transporte de vitamina C.
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