Questão 129 — ENEM 2019 (Natureza)

A maioria das pessoas fica com a visão embaçada ao abrir os olhos debaixo dʼágua. Mas há uma exceção: o povo moken, que habita a costa da Tailândia. Essa característica se deve principalmente à adaptabilidade do olho e à plasticidade do cérebro, o que significa que você também, com algum treinamento, poderia enxergar relativamente bem debaixo dʼágua. Estudos mostraram que as pupilas de olhos de indivíduos moken sofrem redução significativa debaixo dʼágua, o que faz com que os raios luminosos incidam quase paralelamente ao eixo óptico da pupila.

GISLÉN, A. et al. Visual Training Improves Underwater Vision in Children.

Vision Research, n. 46, 2006 (adaptado).

A acuidade visual associada à redução das pupilas é fisicamente explicada pela diminuição

Resolução

A questão trata de refração da luz na interface entre a água e o olho. Quando os raios luminosos incidem quase paralelamente ao eixo óptico da pupila (ou seja, com pequeno ângulo em relação a esse eixo), o desvio sofrido por eles ao serem refratados no interior do olho é reduzido, o que diminui as aberrações ópticas e melhora a nitidez da imagem formada na retina.

Por isso, a alternativa correta é a que indica a diminuição do desvio dos feixes luminosos refratados no interior do olho, já que raios mais próximos do eixo óptico sofrem menor desvio angular na refração, reduzindo distorções e melhorando o foco da imagem.

As demais alternativas não explicam corretamente o fenômeno: a redução da pupila não diminui significativamente a intensidade luminosa a ponto de explicar a acuidade visual; a difração está associada ao tamanho da abertura, mas o efeito dominante aqui é geométrico (refração), não ondulatório; não há polarização envolvida no processo; e reflexões internas não são o fator determinante da nitidez da imagem nesse contexto.

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