TEXTO I
O Estatuto do Idoso completou 15 anos em 2018 e só no primeiro semestre o Disque 100 recebeu 16 mil denúncias de violação de direitos dos idosos em todo o País.
Para especialistas da área, o aumento no número de denúncias pode ser consequência do encorajamento dos mais velhos na busca pelos direitos. Mas também pode refletir uma onda crescente de violência na sociedade e dentro das próprias famílias.
Políticas públicas mais eficazes no atendimento ao idoso são o mínimo que um país deve estabelecer. O Brasil está ficando para trás e é preciso levar em consideração que o País envelhece (tendência mundial) sem estar preparado para arcar com os desafios, como criar uma rede de proteção, preparar os serviços de saúde pública e dar suporte às famílias que precisam cuidar de seus idosos dependentes.
Disponível em: www.folhadelondrina.com.br. Acesso em: 9 dez. 2018 (adaptado).
TEXTO II

Disponível em: www.brasil.gov.br. Acesso em: 9 dez. 2018.
Na comparação entre os textos, conclui-se que as regras do Estatuto do Idoso
A questão exige a comparação entre o Texto I, que denuncia o aumento de violações de direitos e o despreparo do Brasil para lidar com o envelhecimento populacional, e o Texto II, um infográfico que lista os direitos formalmente garantidos aos idosos pelo Estatuto do Idoso e pela Constituição Federal (atendimento preferencial no SUS, prioridade em processos judiciais, vagas em estacionamentos, meia-entrada, viagens gratuitas, salário mínimo, programas sociais).
Ao cruzar as informações, percebe-se um contraste entre o que a legislação assegura no papel e a realidade vivida pelos idosos, marcada por denúncias crescentes de violação de direitos e pela falta de estrutura do País para atender essa população. Esse é o sentido da alternativa correta, que aponta o descompasso entre as regras estabelecidas e as condições efetivas de vida oferecidas pelo Brasil.
As demais alternativas não se sustentam: o texto não compara o Brasil a outros países, não afirma que as famílias ignoram as normas, não trata de mudança na qualidade de vida como consequência direta das regras, nem defende a revisão do Estatuto em si, mas sim a necessidade de políticas públicas mais eficazes para efetivar os direitos já previstos.
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