A rede é, antes de tudo, um instrumento de comunicação entre pessoas, um laço virtual em que as comunidades auxiliam seus membros a aprender o que querem saber. Os dados não representam senão a matéria-prima de um processo intelectual e social vivo, altamente elaborado. Enfim, toda inteligência coletiva do mundo jamais dispensará a inteligência pessoal, o esforço individual e o tempo necessário para aprender, pesquisar, avaliar e integrar-se a diversas comunidades, sejam elas virtuais ou não. A rede jamais pensará em seu lugar, fique tranquilo.
LÉVY, P. A máquina universo: criação, cognição e cultura informática. Porto Alegre: Artmed, 1998.
No contexto das novas tecnologias de informação e comunicação, a circulação de saberes depende da
A questão trata do conceito de inteligência coletiva, desenvolvido por Pierre Lévy, segundo o qual o conhecimento em rede é construído de forma compartilhada e colaborativa.
O texto afirma que a rede é um instrumento de comunicação entre pessoas e que as comunidades ajudam seus membros a aprender, destacando que os dados sozinhos são apenas matéria-prima: é o esforço humano coletivo que os transforma em conhecimento. Por isso, a circulação de saberes depende diretamente da participação ativa dos usuários, que produzem, compartilham e validam informações dentro das comunidades virtuais.
As demais alternativas não correspondem ao argumento central do autor: o tempo de acesso à informação não é o foco do texto; a confiabilidade técnica dos sites não é mencionada; a quantidade de dados é explicitamente desvalorizada em favor do processo social e intelectual; e restringir a colaboração a especialistas contraria a ideia de inteligência coletiva, que é horizontal e distribuída entre todos os participantes da rede.
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