O processamento da mandioca era uma atividade já realizada pelos nativos que viviam no Brasil antes da chegada de portugueses e africanos. Entretanto, ao longo do processo de colonização portuguesa, a produção de farinha foi aperfeiçoada e ampliada, tornando-se lugar-comum em todo o território da colônia portuguesa na América. Com a consolidação do comércio atlântico em suas diferentes conexões, a farinha atravessou os mares e chegou aos mercados africanos.
BEZERRA, N. R. Escravidão, farinha e tráfico atlântico:
um novo olhar sobre as relações entre o Rio de Janeiro e
Benguela (1790-1830). Disponível em: www.bn.br.
Acesso em: 20 ago. 2014 (adaptado).
Considerando a formação do espaço atlântico, esse produto exemplifica historicamente a
A questão trata da circulação atlântica de produtos e culturas alimentares entre a colônia americana e a África durante o período colonial. A farinha de mandioca, originalmente produzida pelos povos indígenas, foi incorporada aos hábitos alimentares dos colonizadores portugueses e, por meio do comércio atlântico (ligado ao tráfico de escravizados), passou a ser exportada e consumida também em mercados africanos.
Isso caracteriza a difusão de hábitos alimentares entre diferentes continentes conectados pelo Atlântico, mostrando como práticas culturais circulam junto com as rotas comerciais.
As demais opções não se aplicam ao caso: não há menção a rituais festivos, saberes autóctones sendo ampliados (o texto fala em aperfeiçoamento da produção pelos colonizadores, não em expansão do conhecimento indígena em si), costumes guerreiros ou oferendas religiosas. O foco do texto é estritamente alimentar e comercial.
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