A comunidade de Mumbuca, em Minas Gerais, tem uma organização coletiva de tal forma expressiva que coopera para o abastecimento de mantimentos da cidade do Jequitinhonha, o que pode ser atestado pela feira aos sábados. Em Campinho da Independência, no Rio de Janeiro, o artesanato local encanta os frequentadores do litoral sul do estado, além do restaurante quilombola que atende aos turistas.
ALMEIDA, A. W. B. (Org.). Cadernos de debates nova cartografia
social: Territórios quilombolas e conflitos. Manaus: Projeto Nova
Cartografia Social da Amazônia; UEA Edições, 2010 (adaptado).
No texto, as estratégias territoriais dos grupos de remanescentes de quilombo visam garantir:
A questão trata da economia solidária e territorialidade quilombola. O texto descreve como comunidades remanescentes de quilombo desenvolvem atividades econômicas próprias — feiras, artesanato, restaurantes — que se conectam e abastecem cidades e regiões vizinhas.
Essas práticas mostram que as estratégias territoriais dos grupos quilombolas não se limitam ao isolamento ou à autossuficiência: elas buscam inserir essas comunidades na economia regional, gerando renda e integrando-as às dinâmicas de consumo e circulação de mercadorias e serviços dos municípios próximos.
As demais alternativas não encontram respaldo no texto: não há menção a perdão de dívidas, reserva de mercado, tarifas de protecionismo comercial ou benefícios assistenciais — o foco é a articulação produtiva e comercial dessas comunidades com seu entorno.
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