Questão 77 — ENEM 2019 (Humanas)

Fala-se aqui de uma arte criada nas ruas e para as ruas, marcadas antes de tudo pela vida cotidiana, seus conflitos e suas possibilidades, que poderiam envolver técnicas, agentes e temas que não fossem encontrados nas instituições mais tradicionais e formais.

VALVERDE, R. R. H. F. Os limites da inversão: a heterotopia do

Beco do Batman. Boletim Goiano de Geografia (Online).

Goiânia, v. 37, n. 2, maio/ago. 2017 (adaptado).

A manifestação artística expressa na imagem e apresentada no texto integra um movimento contemporâneo de

Resolução

A imagem mostra um grafite urbano de grandes dimensões, pintado em um muro na paisagem da cidade, exemplificando a arte de rua mencionada no texto: uma manifestação que nasce fora das instituições formais, ocupando e ressignificando espaços que antes eram apenas de passagem ou vazios urbanos.

Esse tipo de intervenção artística caracteriza um movimento contemporâneo de apropriação dos espaços públicos, em que artistas e comunidades transformam muros, viadutos e fachadas em suportes de expressão, disputando o direito à cidade e à visibilidade nesses locais.

As demais alternativas não se sustentam: o grafite não regula relações sociais, nem padroniza culturas urbanas — pelo contrário, valoriza a diversidade e a espontaneidade; também não busca formalismos estéticos tradicionais, já que rompe com convenções acadêmicas da arte; e não se trata de revitalizar patrimônios históricos, pois o foco está na criação de novas formas de ocupação simbólica do espaço urbano cotidiano.

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