A fome não é um problema técnico, pois ela não se deve à falta de alimentos, isso porque a fome convive hoje com as condições materiais para resolvê-la.
PORTO-GONÇALVES, C. W. Geografia da riqueza, fome e meio
ambiente. In: OLIVEIRA, A. U.; MARQUES, M. I. M. (Org.). O campo
no século XXI: território de vida, de luta e de construção da justiça
social. São Paulo: Casa Amarela; Paz e Terra, 2004 (adaptado).
O texto demonstra que o problema alimentar apresentado tem uma dimensão política por estar associado ao(à)
A questão trata da dimensão política da fome, tema central da geografia crítica de Porto-Gonçalves: a fome não decorre de escassez técnica ou produtiva, mas de como a riqueza e os recursos são repartidos na sociedade.
A alternativa correta liga a fome ao padrão de distribuição de renda, pois o texto afirma explicitamente que já existem condições materiais suficientes para resolver o problema alimentar, o que significa que a causa não é a produção insuficiente de alimentos, mas sim a forma desigual como a renda e o acesso aos bens são distribuídos entre os grupos sociais.
As demais alternativas remetem a explicações técnicas ou naturais (produtividade, armazenamento, demografia, logística), que o texto rejeita justamente para reforçar que o problema é de natureza política e social, não técnica.
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